Depois que me afastei das salas de aula vi com muita clareza a necessidade da dança do ventre na vida feminina, e como a sua virtude faz parte da mulher, um âmbito do qual não podemos nos afastar por longos períodos.
Pois afastadas começamos a ficar cegas no sentido da intuição, clarividência, percepção, razão e sem falar do contexto físico e seus benéficos resultados no corpo.
Sem a dança caminhamos para a inexpressividade, secura da alma, dificuldade de envolvimento feminino, relacionamentos sem transparência ou sofisticação da sensibilidade.
A dança, faz parte da expressão da alma e o diálogo com seu próprio corpo e com o das outras pessoas se torna difícil. Com a dança tem-se a facilidade da leitura com os olhos e decifrar movimentos alheios mesmo que ocultos sob o véu da agrura de quem não sabe como falar com olhos e com o corpo se torna possível.
Além disso o diálogo, o conhecer a si própria é totalmente satisfatório e reconfortante a medida que queremos mais da vida e além dela, para toda eternidade.
Pairei em diversas tendências da dança do ventre, da sala de aula aos palcos, e a dança como terapia, daí o termo "ventreterapia", é com toda certeza a melhor versão e mais autêntica forma de auto ajuda que se pode auto conduzir.
Este é um deleite eterno, todas as vezes que olhar para trás em algo feito por você e se sentir orgulhosa por isso,isso é mágico.
É o salário extra que a vida paga pelas suas atitudes feitas com plena satisfação.
Sempre fui do tipo: Se vou fazer, então vou fazer do melhor jeito possível.
Sim, é um pouco mais trabalhoso, ficar a manhã toda montando passos e contagens, tentando decifrar o que o corpo sente ao executar determinado movimento, para poder ajudar as alunas a decifrar aonde ele nasce no seu corpo, para que não fique nenhuma dúvida de que você está passando conteúdo que fique perpetrado na consciência de cada aluna sua.
Perder horas fazendo cálculos de tempo coreografado, pensando se cada uma delas vai ter tempo suficiente para se sentir a atriz principal no espetáculo anual da Cia.
Claro, tem jeito de ser mais simples, eu sou a professora, então eu decido, eu sou a estrela principal, eu pego as melhores partes, ensino o movimento e dou as contagens. Desse modo eu danço, você dança, mas apenas uma de nós se destaca sempre!
Nunca foi assim comigo, a dança sempre foi mais que isso, o gosto de fazer entender, o desafio de dividir as luzes, os aplausos, é uma questão de amor ao próximo.
Sempre dizia às minhas pupilas: Ser uma boa bailarina, não significa ser uma boa professora.
Porque ser uma boa professora, às vezes é meio parecido com ser mãe. Sim, estranho essa comparação, mas pensando do ponto onde se abdica de certos gozos no palco, para dar a luz às demais faz sentido, porque não vemos isso na fila no banco, na fila do supermercado. Ainda mais num mundo tão competitivo quanto o da dança do ventre, que é uma linda arte, quase uma religião antiga, mas permeada de atitudes egoístas e vaidade, interesses próprios a qualquer custo. Passa-se por cima de qualquer uma para se obter uma posição privilegiada, ou uma informação privilegiada.
Eu vejo algumas boas professoras, que nem tão boas bailarinas se despontando no cenário, no meu cenário, que é Apucarana e região.
A sala de aula é um lugar onde tratei problemas físicos e emocionais, não sei se admiro ou me espanto em ver professoras que entram, dão aula e vão embora. Talvez em alguma outra modalidade de dança, mas na dança do ventre e no ballet, é impossível, os movimentos são bombas de emoção. E quando a bomba não tem pólvora, não explode, se tem demais, é uma catástrofe. Então, como não se envolver?
Talvez a internet tenha feito as pessoas pularem etapas. Resolver os conflitos internos perdeu espaço para a urgência em aparecer, por isso lá no futuro eu vejo novamente poucas professoras, assim como era no passado. Porque quem não estiver emitindo uma marca no coração das pessoas, não vai ficar na memória por muito tempo.
Pessoas de vários níveis econômicos foram minhas alunas, mas a maioria não teria vivido momentos tão legais, assim como eu, em festas incríveis, viagens de avião, hospedagens em hotéis 5 estrelas, ou sequer teriam provado uma boa champanhe no camarim, não fosse essa minha mania de estender aos próximos, as coisas boas que a vida trazia a mim.
Mas foi exatamente isso, essa mania, que fez toda diferença, especialmente para mim, porque, como disse um amigo : Sempre fica perfume nas mãos daqueles que oferecem flores.
Você pode creditar ou não, mas eu acredito que tudo tem um porquê, e com a dança do ventre foi assim também.
Ela me encontrou quando eu precisava muito, e eu me despedi dela quando não tinha mais nada para curar em mim e havia mostrado a cura para várias mulheres.
Claro que adoecemos de várias formas e várias vezes, mas, cada vez precisamos de uma lição diferente, e quando você não aprende nada com a lição, ela se repete até que você aprenda. E quando não tem mais nada a fazer ali, partimos para a próxima. Acredite, pois foi assim comigo.
Sim, ainda me arrepio ao ver uma bela bailarina se expressando com seu corpo, uma vez seduzida por esta dança, impossível ficar imune.
Mas essa dança não mente, e não é possível ser profissional ao ponto de enganar uma platéia experiente, então não me deixo enganar por olhares, caras e bocas, e muito menos por figurinos maravilhosos, que sim, são lindos de ver, mas não tornam a dança emocionante e apaixonante.
Na verdade poucas bailarinas me seduzem, acho que foi assim que consegui o título de "professora russa", por minha exigência e alto padrão crítico.
Claro, a personalidade está impressa diretamente na dança, bailarinas podem ser esfuziantes, energizadas, melancólicas, enganadoras, humildes, carismáticas e por aí vai. Pode ter certeza que ninguém, mas ninguém mesmo consegue separar sua personalidade da sua dança, e quem o tenta, soa falso e barato.
Por isso, quando o olhar não convence, não adianta, pode colocar um elefante na cabeça, vai ser divertido mas não vai tocar o coração.
Acredito que a cura através da dança, se dê ao tempo dedicado aos movimentos, pois para aprender a dançá-la direito, precisamos de horas de dedicação em cada movimento. Este tempo, que tem que ser sozinha, te leva a um exame interior e a medida que se vai aprofundando no movimento, você vai pensando em você, na sua vida, e inúmeras coisas passam pela sua cabeça, então começá-se a questionar tudo.
Neste momento, abre-se uma nova visão, e você vê tudo e todos de outra forma, eu diria de uma forma mais humana, pois admite que não se tem a perfeição, nem em você, nem nos outros.
Estamos a falar de benefícios internos, e não de benefícios físicos.
Dança do ventre é como se rasgar e depois se costurar de novo. Então quando você vê alguém se rasgando, não fica assustada, já que sabe, faz parte do processo de cura.
Se você faz dança do ventre, mergulhe fundo em você, e vai descobrir possibilidades incríveis de amar a si e aos outros, não me interprete mal, algumas professoras pintam isso como o paraíso na terra, não é bem assim.
Sou adepta da meditação durante o aprendizado, mas ainda assim, acho que levar para o caminho da cura antes de levar pelo caminho da atividade artística é um erro e confunde muito as coisas. Quando eu entrei nessa "onda" me dei muito mal (srsrs) porque as pessoas pagavam a mensalidade para 1 hora de aula e depois ficavam mais 2 horas se consultando! (haha).
Primeiro a dança, como dança, foco no corpo, movimentos e principalmente estudo das posturas. Folclore em medidas homeopáticas, e muita, mas muita nomenclatura.
Nosso concorrente direto, o balé, (sim o balé é o concorrente direto da dança do ventre) e ainda gera muitas intrigas e inimizades no meio, saiu na frente, mesmo sendo mais novo, porque tratou tudo com muito profissionalismo, deixando tudo limpinho, quero dizer, sem margem para várias interpretações de um mesmo passo, enquanto a dança do ventre se preocupava mais com os holofotes e a liberdade que a dança poderia conceder ás bailarinas que almejavam sair da Arábia.
Bom, deu no que deu, e ainda hoje vemos muita discussão a cerca de como se executa isso ou aquilo, como se chama isso ou aquilo, e ainda perde-se horas discutindo e cada aluna chamando de um jeito diferente até entrarem em um consenso.
Isso me chamou a atenção quando comecei na carreira, senti que algumas pessoas faziam até gozação com a situação, chamando o shimmie de "estremilique"ou "choquinho".Eu pensei: Não vou fazer isso nas minhas aulas. E não fiz, coloquei nome em absolutamente tudo que eu sabia.
That's it today!
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Após 20 anos de dança, cursos e salas de aula, foi preciso um afastamento para enxergar um pouco além. Agora volto a falar sobre o assunto e todas as situações vividas, esperando com isso fechar um ciclo a cerca do assunto ou apenas aumentar o entendimento sobre ele.
Quando as pessoas (mulheres) ficavam sabendo que eu era professora de dança do ventre, elas ficavam excitadas, encantadas e a maioria muito empolgada.
As que voltavam, geralmente traziam um container vazio para carregar com as novas informações e "segredos" (não existe nenhum segredo) que elas idealizavam usar a partir daquele momento para resolver grande parte dos problemas das suas vidas.
Mas, por quê as pessoas acham que você pode oferecer a elas beleza, iluminação, alegria e sucesso instantâneos?
Elas geralmente procuram fórmulas mágicas que transformem seus casamentos, vidas sexuais, sociais e familiares sem o árduo trabalho de amadurecimento, aceitação e reconhecimento de que a felicidade é uma busca constante, um estado de vivência. Mas acima de tudo, na maioria das vezes elas se reconhecem como desprovidas de felicidade, quando na verdade tem as condições para isso.
"Cada um no seu quadrado" é uma expressão que cabe aqui, eu seria professora em alguma área, com certeza, sempre ligada no auto conhecimento como a base para superar problemas, eu fui vencendo dificuldades e aumentando meu poder de superação individual. Com a facilidade de reconhecer várias necessidades nas outras mulheres, passei a me dedicar mais a elas e ensinar o que sabia sobre auto conhecimento e energia.
Conhecendo a dança do ventre, apreciei o método e o usei para conduzir á interiorização, aliado com as práticas de meditação e exercícios.
O auto conhecimento é fundamental para melhorar a sua vida, ele traz para sua consciência, seus defeitos e qualidades muito claros e assim fica mais fácil escolher e trilhar um caminho.
Em busca dessa felicidade e auto confiança que as alunas afirmavam ver em mim e queriam para elas, como se fosse possível transferir felicidade, eu passei a ser buscada por vários tipos de mulheres.
Então, sabendo que tudo é energia, incluindo aí os pensamentos, imagine a quantidade de energia sugada!
É preciso saber (aprender) a impor limites, isto é parte importante para o sucesso , profissional inclusive.
Você sabe dizer Não? Sabe e consegue se afastar de situações e pessoas sugadoras? Sabe ao menos identificá-las? Sabe sim, é só pensar em como e quando você começa a ficar desconfortável e cansada diante de uma pessoa.
Said é uma região localizada no Alto Egito, esta região também dá nome ao ritmo said, um dos mais populares utilizados em diferentes estilos de dança atualmente. Nessa região surge o 'Tahtib', uma dança masculina onde os bailarinos utilizam longos bastões de bambu chamados de assaya, dessa tradição Said surgiu a 'raqs el assaya', ligando o nome á pessoa: raqs=dança, e assaya = bastão, que também é conhecida por dança said, utiliza o ritmo de mesmo nome em suas músicas.
A esta dança são incorporados passos da dança Baladi, conferindo delicadeza e graça a ela...
Mas essa já é outra história.....
Namastê.
Olá queridos leitores e apreciadores da arte da dança do ventre.
Então, foi assim, num piscar de olhos que se passou 20 anos?????
Foram muitas danças, muitos shows, muitos festivais, não conseguiria contar as coreografias criadas...
Quantas aulas montadas? Não sei, mas se quiserem podemos calcular... 4 a 5 horas diárias de aulas + 2 a 3 horas para montagens de aulas e coreografias, sem contar ensaios extras para eventos e shows. Agora se falar em Festival, podem dobrar as horas ....
Tudo por um bom motivo, um excelente motivo: Ver bailarinas se expressarem através da música oriental, com movimentos corporais belíssimos aliados a expressão facial, e, é claro, aquela maravilhosa sensação de vê-las dançar com a alma.
Quantas alunas? Não sei, foram muitas.....
Qual o objetivo? O meu objetivo ?
Levar qualidade de vida ás mulheres que procuram a dança como um ponto de partida para um encontro com seu sagrado feminino.
Mais do que a minha própria satisfação com ela, a dança me proporcionou melhoras incríveis a nível de auto conhecimento, a vontade de ajudar as mulheres sempre foi maior em mim, e isso é algo pessoal, nasci com o compromisso de levar atitude feminina a todas que se propusessem encontrá-la. Isso acontece quando aumentamos o seu brilho de mulher, incentivamos a acreditarem em seu potencial, fortalecemos sua auto estima, e sempre fazemos questão de lembrá-las o quão especiais elas são.
Isso aliado a aulas que sempre tive o cuidado de não ser somente terapia, mas algo que colaborasse para a melhora física, com alongamentos constantes, exercícios físicos e preocupação com a resistência física de cada uma, pois corpo são, mente sã.
Fiz o que fiz, da melhor forma que pude, estudei muito, sobre os mais variados assuntos, mas sempre com o cuidado de não me achar 'sabida' demais, aquele que não se senta pra aprender, não ficará em pé para ensinar. Uma vez professora, nossa responsabilidade se multiplica, porque vc é questionada em diversos assuntos , e precisa responder algo que edifique a criatura e todos os outros seres humanos á sua volta receberão a reverberação das atitudes tomadas sob influência do conselho de sua professora, então acabamos, professores de educação física, de dança, de relacionamentos, conselheira sexual, familiar,enfim.....
Uma coisa sempre é constante nos grupos femininos: A disputa, a concorrência, o ego e a exclusão nata, de uma parte das mulheres, quanto detectam ameaça ou concorrência em sua aula, ou até em sua vida. E acredito ser esse o maior desafio de uma professora de dança, controlar os ânimos inflados pelos egos e vaidade exagerada, que, no começo não aparecem, estão adormecidos, ou escondidos, talvez amordaçados.
Mas com a rotina das aulas, serão colocados pra fora em algum momento, como outros sentimentos que tmbm serão trabalhados, e aí o grupo pode começar a 'rachar', pois a vaidade e a vontade de ter maior atenção, dançar na primeira linha, ter destacamento especial em algum momento, vai detonar uma verdadeira bomba nuclear na sua sala de aula. Isso acontece em grupos de dança, bandas, e podem observar, grupos femininos geralmente tem vida muito curta.
Ai é hora de frear os ânimos, esfriar as coreografias, focar em exercícios e fortalecer o psicológico das bailarinas.... Na maioria das vezes funciona muito bem, e esse primeiro contato com a 'fera' interior se transforma em auto conhecimento. Aí, é lindo de ver, bailarinas evoluindo na dança tanto quanto evoluem na vida! A maioria assimila muito bem e alia a evolução física, mental e terapêutica da dança nas suas vidas, e como consequência disso, elas vivem melhor e as pessoas relacionadas a elas também: Maridos, filhos, colegas de trabalhos, etc. Isso gera uma corrente positiva que é passada de pessoa para pessoa.
Mas nem sempre é assim, as vezes pegamos alunas psicologicamente doentes, e o efeito é contrário, todo poder curativo que deveria ser aprendido é usado contra a professora, e os efeitos são catastróficos. Uma espécie de corrente negativa se forma e no caso de termos alunas não fortalecidas, as vezes pelo simples fato de serem novatas no grupo, faz com que elas sejam arrastadas e atraídas para a negatividade e para a formação de um sub grupo, e aí é só esperar pelos resultados que não são nada bons: novas professoras nascendo de uma energia instável, mágoas (pois a mente doente acredita que tudo que era dito em sala de aula era pra ela, e não pra todas) gerando ira e super ego.
No princípio tudo parece funcionar bem com o novo grupo formado, mas com o tempo essa energia fluirá, e as consequências podem ser de vários níveis nas vidas das pessoas que fazem parte deste grupo.
A dança do ventre tem professores para todas as propostas de vida, suas vertentes são, eu diria, infinitas, vão desde professoras amáveis, realmente preocupadas com suas alunas, passando por professoras que só usam a arte para se promoverem, outras pensam apenas em ganhar dinheiro, eu já vi quase de tudo, mas continuo me surpreendendo.
Desejo apenas que a dança não perca em conteúdo, todo seu potencial curativo, e que nós nos lembremos sempre de onde, como e por quê ela nasceu, qual a sua finalidade, para que ela esteja sempre disponível para quem realmente é capaz de carregar este legado com honra e dignidade.
Mp 2015.....tanto tempo esperando por ele, e ele passa num piscar de olhos..
Mas fica o aprendizado, tudo que vemos de bonito e de não tão bonito assim, ficam registrados no nosso cérebro para sempre!
Tá, foi o Mp da 'competição comercial', mas, fazer o quê? Quem tá na chuva é pra se molhar.
Show é show!
É com certeza um grande evento no mundo da dança do ventre, lindo, com todo tipo de dança, homens, mulheres, crianças, famílias inteiras envolvidas na arte da dança do ventre, realmente lindo de se ver!
Preconceito???? O que é isso preconceito??? Lá não existe isso, tem espaço pra todos, do mais alto ao mais baixo, do mais magrelo ao mais gordinho, nós não escolhemos pela capa, nós queremos conteúdo!
Grandes profissionais passaram por lá e deixaram uma marca do seu talento e amor pela dança do ventre, é sempre muito bom reencontrá-los!
Mas sinto saudades dos workshops de outrora, aqueles em que os professores ensinavam tim-tim por tim-tim e ainda passavam as apostilas pra você ter o conteúdo para estudos póstumos, hoje apenas dão coreografias, que acompanhe quem conseguir, é uma pena, pois muito conhecimento se perde!
A Cia Flavia Oliveira de dança do ventre foi lá e mostrou sua dança, mostrou sua cara, sua garra e sua vontade, não foi dessa vez que trouxemos outra medalha, mas na verdade isso é apenas uma parte da alegria, claro, pois estar lá, viver aquilo e mostrar a se veio é super importante para nós bailarinas que dedicamos 1 ano ao evento, montando, ensaiando, se preparando para o grande momento de por nossos pezinhos no palco e finalmente dança!!!!! Bailar, e se Nossa Senhora do shimmie solto abençoar, deixar os quadris beeeeeemmmm soltinhos.
Além disso tem um aspecto pessoal muito profundo, que é o seguinte: Toda professora passa por um enorme desafio quando leva um grupo grande ao Mp.........Será que elas vão sobreviver????? rsrs
São muitas as tentações do ego, lá vemos todos os tipos de coisas, e sempre o ego está a desafia´-las com coisas do tipo: 'abandone esse grupo, 'você é melhor sozinha', ou coisas como: 'você nunca vai ser boa suficiente' 'desista'.......
Então quando vemos que o grupo é maduro o suficiente para vencer o ego e superar a 'frustração' passageira da medalha não conseguida, e seguir em frente apesar dos pesares, levantando das cinzas novamente como a Fênix incansável e começando a mexer as asas em direção ao nascer do sol para mais uma grande glória, a da superação, é realmente fantástico e gratificante.
É sempre muito, muito bom trabalhar om pessoas abertas as evoluções constantes, da dança e da vida!
E que venha o Mp 2016!!!!!
Aulas de braços são sempre um desafio, um desafio á resistência, á concentração e á intensidade equilibrada.
É preciso entender que os braços falam por si, mas eles tem que ser dirigidos e controlados, assim como sua emoção na dança tem que ser direcionada para ser interpretada com clareza.
Os braços constituem ligação direta com sua timidez, eu diria que os braços são a extensão da sua personalidade, então é preciso trabalhar 'dentro' em conjunto com a técnica.
É necessário se livrar das 'amarras' e das 'máscara's para dar fluidez aos braços, é preciso estar 'doce' e segura da sua dança, porque se a dança em si não estiver tranquila, vai ser mais difícil colocar emoção nos braços.
Quando falo de braços eu logo lembro da querida mestra Zuleika Pinho que me ensinou muito sobre isso em suas aulas, por isso sempre cito o nome dela quando dou esta aula. Ela dizia: _ 'Quando uma bailarina abre os braços ELA ABRE os braços, quando uma bailarina sobe os braços, ELA SOBE os braços, mostrando braços altivos e decididos, evitando os braços contidos e indecisos de quando começamos na dança do ventre...rsrsrs
Uma bailarina precisa saber e treinar o movimento do braço a partir do ombro, depois cotovelo, depois pulso e por último as falanges da mão e dedos, olhando, parece fácil, mas não é. Por isso é necessário treinar sempre.
Pois a base seria estar com o pulso treinado para subir e a palma para descer (se tratando do movimento alternado nas laterais) para então começar o braço: ombro, cotovelo é o primeiro a chegar, depois pulso e mãos/dedos. E para descer a mesma coisa: ombro, cotovelo é o primeiro a chegar em baixo, pulso, mão/dedos. Assim o ombro vai fazer uma rotação nos momentos de virar o cotovelo pra cima e pra baixo. E você vai precisar imaginar as paredes na sua frente e nas suas costas para que os braços laterais não dobrem pra frente.
Relaxar o pescoço e não tensionar demais é importante para a flexibilidade dos músculos.
Estes braços são usados geralmente em momentos de suavidade na dança, de interpretação e calma da música, por isso tem que ser feitos com muito amor e emoção.
Treino é a palavra da vez, mais uma vez!! rsrsrsrs
Namastê!
Persistência é a irmã gêmea da excelência. Uma é a mãe da qualidade, a outra é a mãe do tempo. Marabel Morgan
Nosso sonho nem sempre esteve concretamente presente, teve que ser sonhado e então realizado! E mais uma vez será dividido com o nosso amado público!!
Bellyfest é uma festa organizada pela Cia de dança do ventre Flavia Oliveira, para todos que gostam da dança do ventre e da boa comida, em companhia dos bons amigos!!
Convidamos você a fazer parte deste evento!!
Dia: 05 de dezembro-sexta-feira
As 20:00 horas.
No Espaço Quintal de Casa
Com shows de dança do ventre!
Valor individual R$ 60,00
Cardápio:
Mesa de frios *Azeitonas *Cafta *Caponata de berinjela *Champignons *Coalhada *Crostata *Mini-batata recheada com catupiry *Pães e patês *Pasta de grão de bico *Queijos (escolher 4 opções)BRIÉ,PARMESÃO,GORGONZOLA E BÚFALA. - Asiago / Brié / Búfala / Edan / Ementhal / Estepe / Gorgonzola / Gouda / Gruyére / Masdan / Parmesão / Provolone / Reino *Quibe cru *Salada tropical *Salame *Tomate seco “Coquetel volante” escondidinho de carne seca JANTAR Macarrão espaguete e talharim Molhos italiano / quatro queijos Condimentos alcaparra / alho / azeitona / bacon / calabresa / carne seca desfiada / cebola / cenoura / cheiro verde / ervilha / manjericão / milho verde / pimentão vermelho / pimenta rosa / presunto em cubos / queijo / tomate.
Boa tarde Queridos leitores Festivais são sempre uma incógnita, a gente nunca sabe qual será a opinião final do público, e também das próprias alunas, que afinal, na minha concepção de dança, a primeira coisa que tem que acontecer em um festival é paixão, não pode ser uma experiência assustadora demais e nem traumática, tem que ser emocionante, com uma pitada de nervosismo é claro, pois faz parte da energia do palco em si!!
Sempre me preocupa a ideia de que o público entenda a essência da dança sem apelos e excessos. Graças a Deus sempre conseguimos isso nos nossos festivais, graças a todo estudo e conhecimento técnico acerca de todas as nuances da dança do ventre.
Paralelo a isso, ser a professora, organizadora, coreógrafa e bailarina da Cia sempre me deixa muito tensa, pois são muitas preocupações, e o medo de não conseguir passar a emoção desejada as vezes vêem á cabeça. Fora o sentimento de ser responsável também pela apresentação de todas as alunas, mas no final das contas as alunas sempre superam os ensaios e aulas, demonstrando muito respeito e interesse pelo trabalho final como um todo.
Muito bonito e gratificante ver o amadurecimento de um grupo, que deixa de pensar somente em si para pensar no grupo como um corpo único, que depende de cada uma! Mas isso é mérito da própria dança do ventre, que tem o dom natural de "peneirar" e aos poucos vai ficando cada mais homogêneo.
Cada vez mais a ideia de melhorar, aprimorar e investir em espetáculos mais elaborados e emocionantes cresce e se faz presente. Ainda mais quando o resultado, ou seja: Os comentários finais, fotos, curtidas, etc..... são tão positivos. Paralelo a isso um sentimento novo, que até a pouco tempo não existia (pelo menos aqui no interior do interior! rsrs) a amizade que nasce de novas parcerias, o sentimento de gratidão e admiração que passamos a ter por bailarinas da região que vem abrilhantar ainda mais nosso evento: Stephanye Tagua e Carina Assad.
Pós festival é meio como pós parto: Você precisa ficar de molho alguns dias pra se recuperar, mas logo depois quer voltar com tudo, e passa horas e dias admirando aquilo que nasceu, e pensando em como pode ficar ainda melhor e mais evoluído.
Claro que não temos nenhum apoio financeiro como as grandes companhias, mas sonhar é de graça e ninguém pode me dizer que NÃO, porque isso já me disseram quando eu comecei e não aconteceu!!! Porque quando se quer algo........você consegue!!!!
Rumo ao FESTIVAL 2015, sempre inspirado nas grandes criações a nível de mundo, sempre admirando, olhando e desejando ser um dia como as grandes estrelas de dança do ventre!!!
Um sonho pode ser Tudo.....tudo de bom!!!! Obrigada a Deus, obrigada as alunas e obrigada ao público!!!